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05/02/2010-10:52:44

Remédios: Vendas de genéricos crescem 19% em 2009

A indústria de medicamentos genéricos anunciou um crescimento de 19% do total de unidades vendidas em 2009 em relação ao ano anterior, além de um incremento de 24% no valor das vendas, que somaram R$ 3,6 bilhões. O aumento das unidades comercializadas é 2,3 vezes maior que a média do setor farmacêutico em 2009.

Além disso, a patente de oito drogas vence neste ano e elas poderão ser copiadas e comercializadas por valores, em média, 45% mais baixos, caso não haja decisões judiciais que impeçam isso, informou o setor.

É o caso do Viagra (sildenafil), droga contra a disfunção erétil, e cuja patente também vence neste ano. Porém ele não será copiado enquanto for mantida decisão judicial que estendeu sua patente até 2011.

- Estamos de mãos atadas. Ninguém lança uma cópia enquanto não tiver a segurança jurídica - , afirmou hoje Odnir Finotti, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos).

A indústria prometeu para o fim de 2010 a chegada ao mercado de uma versão genérica do Diovan (valsartana), da Novartis, produto contra a hipertensão arterial e que hoje custa até R$ 44,32 a caixa de 40 mg com 14 comprimidos.

Os problemas do coração são a principal causa de adoecimento e morte no País e a droga também é considerada uma das mais prescritas no País. Estima-se que a hipertensão atinja 30% dos brasileiros adultos.

Ainda na área cardiovascular, o setor promete para o início de 2011 a chegada ao mercado da cópia da atorvastatina (Lípitor), droga do laboratório Pfizer para controle do colesterol uma das mais vendidas no mundo. Atualmente, o custo de uma caixa do remédio pode chegar a R$ 119,32, uma caixa de 30 comprimidos com 10 mg.

Contestação

A Pró Genéricos contesta no Tribunal Regional Federal a extensão de patente obtida pelo laboratório Pfizer para o Viagra. No caso do Diovan, porém, a indústria de genéricos está pronta para iniciar a produção de cópias porque a detentora da patente teve negados os pedidos de extensão. Já no caso do Lípitor, a empresa conseguiu a extensão na Justiça, que acaba no fim deste ano.

Os genéricos brasileiros, que no ano passado completaram dez anos de regulamentação, têm hoje 19,4% do mercado farmacêutico, contra 17% em 2008, um desempenho considerado bom pelo setor, mas tímido se comparado ao de outros países, reconhece Finotti. - Nos EUA chega a 70%. O nosso mercado está bem distante.

O porcentual também ainda está longe da meta do programa Mais Saúde, o chamado PAC da Saúde, prioridades do Ministério da Saúde para a área e que estimou que os genéricos deveriam abocanhar 30% do mercado até 2012.

O dirigente avalia que dois fatores limitam o setor: resistência dos médicos de prescrever pelo nome genérico da droga e a permanência no mercado dos chamados similares, drogas que não passaram pelo teste de bioequivalência.

Além disso a indústria avalia que a queda de preços dos produtos copiados já chegou a um limite. Ou seja, as empresas não terão mais como reduzir ainda mais os valores, a não ser que mais e mais produtores ingressem no setor, aumentando a concorrência, o que depende também de incentivos para o complexo industrial da saúde.

A própria indústria e o governo reconhecem ainda que, para as camadas mais pobres, são necessárias outras medidas para garantir acesso aos medicamentos. Finotti espera, no entanto, que com a entrada de versões do Diovan e do Lípitor os genéricos fiquem com pelo menos 22% do mercado. Atualmente, ainda é o medicamento omeprazol, para problemas gastrointestinais, que puxa o setor no Brasil.

Informações da Assessoria de Imprensa

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